400 mil contos para integrar áreas protegidas no sector do turismo

6O Sistema das Nações Unidas acaba de disponibilizar a Cabo Verde cerca de 400 mil contos para implementar o projecto de integração e conservação da biodiversidade no sector do turismo. Este projecto vai servir para conservar as 46 áreas protegidas do país e promovê-las como destinos turísticos. Depois da polémica sobre o Fundo do Ambiente, Antero Veiga garante “total transparência” na gestão deste projecto.

O projecto “Integração da conservação da biodiversidade no setor do turismo em sinergia com um sistema de áreas protegidas ainda mais reforçado em Cabo Verde” foi lançado, terça-feira, 16, na Cidade da Praia, pelo ministro do Ambiente, Habitação e Ordenamento do Território (MAHOT), Antero Veiga, e pela representante adjunta do PNUD em Cabo Verde, Ilária Carnevali.

Enquadrado na Fase Operacional 5, do Fundo para o Ambiente Global (GEF), através do PNUD, foi disponibilizado a este arquipélago cerca de 400 mil contos, para nos próximos cinco anos, implementar e concretizar o projecto de integração e conservação da biodiversidade no sector do turismo. O mesmo vai desenvolver e colocar em prática quadros de políticas “coerentes, eficazes e adequados”, para um ordenamento do território estratégico multissectorial, reforçado a nível da paisagem.

Cabo Verde dispõe, neste momento, de 46 áreas protegidas. No entanto, já foram identificadas outras mais, nomeadamente em Santiago, Sal, Boa Vista e Maio, que devem, em breve, fazer parte da referida rede. O que se pretende, agora, é promover esta rede nacional de áreas protegidas enquanto destino para o turismo, particularmente o ecoturismo.

Segundo Antero Veiga, o projecto também é uma forma de abranger e beneficiar as comunidades que habitam nas áreas protegidas, através dos rendimentos que vai gerar e, “sobretudo”, com o próprio esforço de conservação.

Neste tipo de turismo, as principais ofertas do país incluem as paisagens e a biodiversidade, que atraem também cientistas e estudiosos de outras paragens. Este projecto vai impulsionar e diversificar a economia, com coesão social e equilíbrio ambiental, de forma a garantir que as futuras gerações venham a usufrir dos benifícios da biodiversidade.”, acredita.

“Total transparência”

Depois da polémica que se instaurou sobre o Fundo do Ambiente, em que o MAHOT foi acusado de gestão danosa e de desvio de fundos, Antero Veiga garante “total transparência” na gestão desses 400 mil contos destinados ao projecto de integração e conservação da biodiversidade no sector do turismo.

“São fundos geridos através do Sistema das Nações Unidas, e nós, tudo o que fazemos, é na base de uma total transparência. Naturalmente que todo o sistema de gestão já está montado. Temos os topógrafos insulares em quase todas as ilhas, para implementar os planos de gestão já aprovados”, assegura Veiga, lembrando que, ultimamente, o Conselho de Ministros aprovou um conjunto de instrumentos de gestão das áreas protegidas “de forma a tornar mais eficaz o trabalho que se tem vindo a fazer”.

O projecto “Integração da conservação da biodiversidade no sector do turismo, em sinergia com um sistema de áreas protegidas ainda mais reforçado em Cabo Verde” junta dois “grandes recursos” de Cabo Verde, a biodiversidade e o turismo.